sábado, 20 de junho de 2015

EXTRATO DO LIVRO THE OUTSIDE THE CIRCLES OF TIME.


CAPÍTULO 9 (Ma-Ion)
Publicado pela Frederick Muller, Londres, 1980 e ©Starfire Publishing Ltd, Londres, 2008.


O processo de verdadeira encarnação[1]  é, portanto, tríplice, e que esta seja idêntica com

a) a criação adequada ou formulação de um universo mágico;
b) a projeção desta sobre a substância do espelho-plasmático do Externo[*];
c) a instalação bem-sucedida do Adepto como o centro de seu universo.

Muitos equívocos relacionados com a mecânica da reencarnação surge da incapacidade de perceber que nenhum indivíduo pode começar a trilhar o Caminho Místico, assim chamado, até que ele tenha 'desistido do mundo', não o mundo externo incipiente, mas o universo mágico criado pelo Adepto como um veículo para o seu funcionamento. Ele pode renunciar esta casca somente quando ele realmente encarnou dentro dela, e, depois de ter vitalizado-a, dominado-a totalmente. Este é o sacrifício supremo, pois - fracassando nisso - ele é lançado como se estivesse nu no abismo. Não o abismo que separa as Supernas do restante da Árvore, mas o abismo que existe dentro da coluna central ou tronco da Árvore, o Nada que irradia o Todo, a aranha no centro da teia do universo externo ou ilusório. Até este ponto ser apreendido e assimilado completamente, a encarnação e a morte do magista e seu renascimento como um místico, no sistema-estelar da A.'.A.'. não pode ser apreendido. É a interpretação pueril dessa doutrina que levou os não iniciados supor que é o mundo dos sentidos exterior só que tem de ser renunciado. Não se pode desistir do que não se possui. Portanto, o número de magistas mortos é legião; o nascimento de um místico, raro.

Nota do Autor:

[1] I.e. a encarnação de um Adepto.


Nota do Tradutor:

[*] Quando Kenneth Grant aponta a palavra no original em Inglês 'Outer' com a letra inicial maiúscula, para nossa língua, equivale à 'Externo' indicando o Colégio Externo que tipifica o plano da personalidade (formado por estratos psíquico-emocionais) que estão estabelecidos no Triângulo Inferior da Árvore da Vida. Isso não inclui apenas aqueles que ainda seguem o sistema da A.'.A.'. Crowleyana, mas se refere principalmente ao homem comum. 
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EXCERPT FROM THE OUTSIDE THE CIRCLES OF TIME BOOK.
CHAPTER 9 (Ma-Ion)
Published by Frederick Muller, London, 1980 and ©Starfire Publishing Ltd, London, 2008.


The process of true incarnation[1]  is therefore threefold; and it is identical with

a) the proper creation or formulation of a magical universe;
b) the projection of it on to the plasmatic mirror-substance of the Outer;
c) the successful installation of the Adept as the centre of his universe.

Much misunderstanding relating to the mechanics of reincarnation arises from failure to realize that no individual can begin to tread the Mystical Path, só called, until he has 'given up the world'; not the world of the inchoate outer, but the magical universe created by the Adept as a vehicle for his functioning. He can surrender this shell only when he has truly incarnated within it, and, having vitalized it, mastered it utterly. This is the supreme sacrifice, for – failing this – he is cast as it were naked into the abyss. Not the abyss that separates the supernals from the remainder of the Tree, but the abyss that exists within the central column or trunk of the Tree, the Nothingness that radiates All, the spider at the centre of the web of the outer or illusory universe. Until this point is grasped and thoroughly assimilated, the incarnation and death of the magician and his rebirth as a mystic into the star-system of the A.'.A.'. cannot be comprehend. It is the puerile misinterpretation of this doctrine that has led the unitiated to suppose that is the world of outer sense only that has to be surrendered. One cannot give up that which one does not possess. Hence the number of dead magicians is legion; the birth of a mystic, rare.   

Note from the Author:

[1] I.e. the incarnation of an Adept.

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